O ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou, em evento no Recife, que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 deve ser a prioridade máxima das forças “progressistas e democráticas” do país. A declaração ocorreu durante o ciclo de debates “Conjuntura desafiadora às forças progressistas e democráticas”, realizado na Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (FCAP/UPE).
O encontro reuniu figuras importantes como o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), a vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) e a presidente estadual do PCdoB, Thiara Milhomem. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), participou de forma remota, enquanto a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MBDB), enviou uma mensagem em vídeo.
Dirceu avaliou que as forças progressistas enfrentaram um período de repressão entre 2013 e 2019, enquanto a direita ganhou espaço, inclusive na classe trabalhadora. Ele ressaltou a necessidade de reconquistar esse terreno e consolidar o projeto iniciado em 2003. Segundo ele, a classe trabalhadora já votou em diferentes figuras políticas, mas votou principalmente no PT, indicando a importância da disputa político-cultural.
O ex-ministro enfatizou que 2026 é crucial para o futuro da esquerda no Brasil, defendendo a reeleição de Lula e o aumento da representação da esquerda na Câmara e no Senado. Dirceu também analisou o cenário político e econômico do Brasil desde a redemocratização, acusando a “elite nacional” de desmantelar um pacto de desenvolvimento com privatizações e reformas.
Ele criticou os governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, que implementaram políticas neoliberais, e também os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, fragilizaram direitos sociais. Dirceu apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como a nova aposta da oposição.
Dirceu também abordou o papel do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país ainda sofre pressão externa devido ao seu potencial econômico e geopolítico. Ele mencionou a descoberta do pré-sal como uma oportunidade perdida para realizar uma “revolução social”, comparando o Brasil a países como a Noruega, que utilizaram a renda do petróleo para impulsionar o desenvolvimento. Segundo ele, a Operação Lava Jato travou o avanço e destruiu a engenharia nacional.