O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o candidato natural para as eleições de 2026, enfatizando que ele “tem o que mostrar”. Alckmin, cotado para diversas posições no cenário político futuro, incluindo o governo de São Paulo, o Senado Federal ou a manutenção da chapa presidencial, preferiu não se manifestar sobre suas ambições pessoais. “Estamos em ano ímpar”, brincou Alckmin, “então, candidato a presidente só se for do Santos Futebol Clube”. Ele reiterou que o momento para discussões eleitorais é o ano que vem.
Alckmin também comentou sobre a decisão do Senado Federal de arquivar a PEC da Blindagem, um texto que visava restaurar o poder do Congresso de barrar processos judiciais contra seus membros. Ele elogiou a medida, argumentando que a sociedade busca mais transparência, responsabilidade e espírito público, o que seria contrariado pela PEC.
Sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, Alckmin ressaltou a importância da separação dos poderes e da supremacia da lei, afirmando que ninguém está acima dela e que a palavra final é do Judiciário. Ele reconheceu a possibilidade de alterar o Código Penal para rever penas, mas ponderou que a sociedade anseia pelo aumento, não pela diminuição, das sanções.
Em relação à economia, Alckmin defendeu a redução da taxa básica de juros, ressaltando que o governo está empenhado em acelerar esse processo. Ele citou a queda do desemprego, o aumento da renda média, a elevação do salário mínimo e a redução da inflação dos alimentos como indicadores de um bom momento econômico, apesar das dificuldades. O vice-presidente enfatizou que a redução da taxa Selic é crucial para impulsionar o crescimento do Brasil, juntamente com a solução da questão tarifária dos Estados Unidos.