Nesta sexta-feira (28), ocorreu uma sessão especial em homenagem ao Dia do Maçom, celebrado anualmente em 20 de agosto. O evento contou com a presença de representantes de diversas organizações maçônicas de todo o Brasil, que destacaram a importância da maçonaria na história do país e a necessidade de estreitar laços entre suas diferentes correntes.
O dia 20 de agosto é significativo por marcar a fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), que surgiu da fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, e União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Durante essa época, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo foi um defensor fervoroso da independência, que foi proclamada por Dom Pedro I algumas semanas depois.
O senador Izalci Lucas (PL-DF), autor do requerimento para a realização da sessão, ressaltou que a celebração do Dia do Maçom é uma homenagem ao trabalho de maçons que contribuíram para a Proclamação da Independência. Ele enfatizou que o movimento liberal que levou à independência foi fruto de um esforço coletivo de membros da maçonaria.
Durante a sessão, líderes de diferentes vertentes maçônicas, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab), participaram das discussões. Armando Assumpção, secretário-geral da CMSB, defendeu a importância de um fortalecimento das relações entre essas organizações, ressaltando suas autonomias e histórias distintas.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, enfatizou o papel histórico da maçonaria, afirmando que algumas instituições têm o poder de moldar a história. Cassiano Moreno, secretário-geral da Comab, destacou que a maçonaria contemporânea deve honrar o legado das gerações passadas, especialmente em um Brasil que enfrenta desafios como desigualdade, violência e intolerância.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, compartilhou que ser maçom envolve a busca pela virtude, sabedoria e justiça, além de promover a harmonia e a concórdia entre as pessoas. Cassiano Teixeira de Morais, presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, elogiou a união dos representantes maçônicos e afirmou que a maçonaria está ligada a transformações sociais e individuais significativas.