RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Brasil é dependente da China para suprimento de painéis solares

O Brasil importa 99% dos painéis solares que utiliza, com a China dominando a cadeia produtiva. A AIE destaca a concentração do polissilício e...

O Brasil enfrenta dificuldades para produzir internamente os equipamentos necessários para a geração de energia solar, apesar de possuir abundância de sol, espaço e minerais críticos. O país depende quase que exclusivamente da China, que é responsável por 99% dos painéis solares importados. A participação da China é ainda mais acentuada quando se observa os kits completos de geradores fotovoltaicos, com 62% de participação, e 95% nas células solares. Esses produtos atendem tanto às empresas que montam painéis quanto aquelas que comercializam sistemas prontos no mercado interno.

A cadeia produtiva dos painéis solares inicia-se com o tratamento do quartzo e a produção do silício metalúrgico. Para que o silício alcance o grau solar, ele deve passar por um processo de purificação e ser transformado em lingotes. Atualmente, apenas cinco países têm a capacidade industrial necessária para atingir o nível de pureza exigido, sendo que nenhum deles opera em uma escala comparável à da China. Dados da AIE (Agência Internacional de Energia) indicam que a China concentra cerca de 86% da capacidade de produção de polissilício.

Após a produção dos lingotes, estes são cortados em lâminas finas, conhecidas como wafers, que passam por tratamentos químicos para serem transformadas em células fotovoltaicas. Essas células são, então, conectadas, encapsuladas e montadas em estruturas de vidro e alumínio, resultando nos módulos ou painéis solares. A fabricação chinesa é responsável por 97% dos wafers, 84% das células e 78% dos módulos.

Embora a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão tenham sido pioneiros no desenvolvimento da tecnologia fotovoltaica, a China conseguiu integrar todos os elos dessa cadeia produtiva por meio de incentivos governamentais, ganhos de escala e redução de custos. Atualmente, das dez maiores fabricantes de módulos solares no mundo, oito são chinesas, enquanto as canadenses Canadian Solar e a norte-americana First Solar são as únicas exceções.

Outros países, como Malásia, Vietnã, Tailândia, Coreia do Sul, Índia, Taiwan e Singapura, participam de etapas específicas da produção, mas sem alcançar a mesma escala que a China. No Brasil, a energia solar já ocupa uma posição significativa na matriz elétrica, com dados do ONS (Operador Nacional do Sistema) indicando que as grandes usinas fotovoltaicas representam 8% da capacidade instalada.

A Associação BRASILEIRA de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) defende a realização de leilões regulares para oferecer previsibilidade ao mercado, além de sugerir compras públicas de equipamentos fabricados No Brasil e a diminuição de impostos sobre matérias-primas e máquinas utilizadas nas fábricas. De acordo com Para Sauaia, CEO da ABSOLAR, é essencial implementar linhas de financiamento com condições vantajosas para os fabricantes nacionais, o que inclui taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.