RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Justiça dá 10 dias para João Campos explicar declarações sobre “milícia digital” após pedido de Raquel Lyra

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a notificação de João Campos (PSB) para que, no prazo de dez dias, preste esclarecimentos sobre...

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a notificação de João Campos (PSB) para que, no prazo de dez dias, preste esclarecimentos sobre a declaração de que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital”, após interpelação judicial apresentada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

A decisão foi proferida pela 16ª Vara Criminal da Capital. A medida tem caráter preparatório e não representa abertura de ação penal nem reconhecimento de que houve prática de crime.

Na decisão, a magistrada registra que a interpelação foi apresentada com fundamento no artigo 144 do Código Penal, dispositivo que permite a quem se considere atingido por referências, alusões ou frases de caráter ambíguo ou equívoco pedir explicações em juízo.

Segundo o despacho, a petição de Raquel cumpriu os requisitos formais para tramitar e a medida busca permitir que João, “querendo”, esclareça manifestações que a governadora considera ambíguas, equívocas ou ofensivas.

“Isto posto, notifique-se o interpelado, João Henrique de Andrade Lima Campos, para que, no prazo de 10 (dez) dias, preste, por escrito, as explicações que entender cabíveis acerca dos fatos narrados na exordial”, determinou a Justiça.

A ação foi apresentada depois de João afirmar, em meio às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais contra sua candidatura, que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital”.

O socialista não citou nominalmente Raquel na frase. A governadora, porém, recorreu à Justiça para pedir que ele esclarecesse a quem se referia e qual seria o alcance da declaração.

Ao apresentar a interpelação, a defesa de Raquel sustentou que a formulação poderia ser entendida como uma referência à chefe do Executivo estadual e buscou uma manifestação direta de João sobre o destinatário da acusação.

A interpelação judicial não tem, neste momento, objetivo de condenar João Campos ou reconhecer a ocorrência de calúnia.

Foto: Jailton Jr./JC Imagem

Por JC

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.