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Justiça amplia investigação sobre cartazes cotra Raquel Lyra e manda PF apurar origem de foto

A Justiça Eleitoral ampliou a investigação sobre os cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e determinou que a...

A Justiça Eleitoral ampliou a investigação sobre os cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e determinou que a Polícia Federal (PF) apure a origem de uma fotografia divulgada pelo portal Bastidor.PE, após pedido da Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos (PSB).

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favoravelmente às novas diligências, que incluem esclarecer se o cartaz de fundo preto com a frase “ELA MATOU O MARIDO…” chegou a ser confeccionado e afixado em espaço público ou se a fotografia decorre de montagem, manipulação ou fabricação digital.

A decisão foi proferida pela juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva, do 1º Juízo das Garantias do Núcleo I, dentro do mesmo processo que já concentra medidas relacionadas à investigação dos cartazes contra Raquel.

A nova decisão surgiu depois que a Frente Popular apresentou uma petição sustentando não haver, até o momento, prova de que esse cartaz específico tenha circulado fisicamente. Segundo a coligação, existiria aparentemente uma única fotografia originária do material, divulgada inicialmente pelo perfil @bastidor.pe, no Instagram.

Ao analisar o pedido, a magistrada afirmou que a documentação apresentada revela “elementos concretos que justificam a pronta intervenção judicial para preservação das fontes de prova”.

Segundo a juíza, o fato de o Bastidor.PE ter sido apontado como o primeiro veículo a divulgar a fotografia torna necessária a obtenção do arquivo original e a reconstrução de sua cadeia de recebimento, edição e publicação.

“A apuração da origem da imagem é relevante para esclarecer se o cartaz efetivamente existiu e foi afixado em espaço público ou se a fotografia constitui produto de edição, montagem ou fabricação digital”, afirmou a magistrada.

A decisão não conclui que a fotografia tenha sido manipulada nem atribui responsabilidade ao portal ou a seus integrantes. As hipóteses deverão ser esclarecidas pela investigação conduzida pela Polícia Federal.

Foto: Jailton Jr./JC Imagem

Por JC

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