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Mensagens entre executivos revelam esquema de fraude no BRB

Conversas entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa indicam negociações para uma fraude bilionária, com a participação do Banco de Brasília. O caso está...

Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), revelam uma negociação complexa para a implementação de uma fraude bilionária em troca de propinas. As conversas foram obtidas pela Polícia Federal e fazem parte do inquérito do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), que teve seu sigilo levantado em 11 de setembro pelo ministro André Mendonça, a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

As investigações apontam que a fraude pode ter atingido aproximadamente R$ 17 bilhões. O BRB adquiriu créditos problemáticos do Banco Master e cogitou a compra da instituição de Vorcaro. Paulo Henrique Costa é acusado de ter recebido uma propina de R$ 146 milhões, em forma de imóveis. Atualmente, ambos os envolvidos se encontram presos.

Em 2024, a equipe do BRB detectou irregularidades nas carteiras de crédito consignado que haviam sido cedidas pelo Banco Master. Diante dessa situação, Vorcaro solicitou auxílio para resolver um “furo” financeiro, sugerindo a utilização de carteiras do INSS. Contudo, as carteiras apresentavam elevada inadimplência, conforme apontou Paulo Henrique. Ele também expressou insatisfação com a taxa de originação, que representa um custo ligado aos contratos.

Vorcaro questionou a possibilidade de ajustar a situação em favor do BRB. Paulo Henrique então indagou se era viável manter as taxas atuais para que ele não precisasse dar muitas explicações ao BRB. Vorcaro confirmou que poderia encontrar uma solução, afirmando: “dou um jeito”. Ele expressou a necessidade de finalizar a operação rapidamente, mesmo que isso implicasse em prejuízos.

Em uma troca de mensagens, Paulo Henrique sugeriu que, caso conseguissem quantificar as perdas, poderiam ajustar o valor em transações futuras. Essa proposta indicaria que eventuais prejuízos de Vorcaro poderiam ser compensados em operações subsequentes pelo BRB.

A Polícia Federal destacou que as mensagens indicam que os negócios poderiam não estar avançando devido à falta de documentação adequada. Paulo Henrique ressaltou a importância de superar os requisitos documentais, afirmando: “Esse ponto da documentação é muito importante”. Vorcaro, por sua vez, incentivou Paulo Henrique, dizendo: “mas chega uma hora que temos que partir pro gol e depois arrumar a casa do que faltou”, o que sugere uma pressão para realizar operações mesmo diante de falhas documentais.

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