Uma professora de 50 anos faleceu após sofrer uma grave reação alérgica decorrente de uma injeção para queda de cabelo em um salão de beleza localizado no Distrito Federal. A situação está sendo investigada pela Polícia Civil, que ainda não conseguiu determinar qual substância causou a reação fatal.
De acordo com relatos do marido, Valdeci Alves, Lidiane Gomes de Souza Alves começou a apresentar sintomas de mal-estar aproximadamente duas horas após receber o procedimento, manifestando falta de ar. Ela foi imediatamente levada a uma unidade de saúde, mas não sobreviveu.
A aplicação, realizada em um salão, consistia em um complexo vitamínico. A família da professora informou que ela não possuía histórico de doenças relevantes que pudessem contribuir para a gravidade do quadro.
A neurologista e neuroimunologista Natalia Nasser Ximenes, do Hospital Santa Lúcia, esclareceu que os sintomas descritos são compatíveis com anafilaxia, uma reação alérgica severa que pode evoluir rapidamente. “A anafilaxia compromete a respiração e a circulação. Há liberação de substâncias inflamatórias que causam queda de pressão, fechamento das vias aéreas e inchaço na região da garganta”, explicou a especialista.
Natalia Nasser Ximenes destacou que a evolução de uma anafilaxia pode ser extremamente rápida, podendo levar a insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória em questão de minutos. Os primeiros sinais incluem falta de ar, sensação de garganta fechando, inchaço na boca ou língua, tontura e queda de pressão, embora coceira e manchas na pele possam não estar sempre presentes.
O otorrinolaringologista Vitor Abraão, que atua em Brasília, enfatizou que, ao apresentar esses sintomas, não é seguro tentar resolver a situação em casa. “Uma reação grave pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico imediato”, alertou.