A MARGEM EQUATORIAL, região onde a PETROBRAS confirmou a presença de petróleo em agosto de 2026, abrange mais de 2.200 quilômetros do litoral brasileiro e se estende por outros países da América do Sul, como Guiana, Suriname e Venezuela. O nome da região se deve à sua proximidade geográfica com a linha do Equador, que divide o planeta entre os hemisférios Sul e Norte.
Essa área é composta por formações geológicas que têm potencial para armazenar grandes volumes de petróleo e gás natural, sendo considerada uma nova fronteira para a indústria brasileira do setor, especialmente pela similaridade de suas características geológicas com as de áreas produtoras na Guiana e no Suriname.
No Brasil, a MARGEM EQUATORIAL se estende desde a foz do Rio Oiapoque, no Amapá, até o litoral do Rio Grande do Norte, abrangendo seis estados. A região é formada por cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
O petróleo descoberto pela PETROBRAS está localizado no Poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá, que representa a área mais ao norte da MARGEM EQUATORIAL brasileira. Essa bacia leva o nome devido à sua localização geológica na região oceânica e costeira, que corresponde ao prolongamento e à descarga de sedimentos do Rio Amazonas no Oceano Atlântico.
Embora a denominação “Foz do Amazonas” seja amplamente utilizada, autoridades, incluindo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticam o termo, pois sugere que a PETROBRAS pretende explorar petróleo próximo ao Rio Amazonas, quando na verdade a bacia está a centenas de quilômetros da foz do rio, em uma localização sem risco de impacto ambiental direto, conforme afirmado por Silveira.
A exploração na MARGEM EQUATORIAL é vista como um passo importante para garantir a soberania energética do Brasil. A produtividade na MARGEM EQUATORIAL da Guiana já se aproxima da produção total da Venezuela, que possui as maiores reservas provadas do mundo. Em 2025, a produção dessa região correspondeu a 20% de todo o volume extraído no Brasil.