O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026) que o Uruguai permitiu ao Brasil utilizar uma fração de sua cota de exportação de carne bovina para a China. Essa autorização visa aumentar o volume de carne enviado ao mercado chinês, evitando a sobretaxa aplicada nas exportações que excedem o limite anual estipulado para cada país.
A cota para o Brasil em 2026, que é de 1,106 milhão de toneladas, já foi completamente utilizada. Informações do setor indicam que esse limite foi atingido em menos de sete meses. Lula fez o anúncio durante uma visita a Nova York e compartilhou a informação em seu perfil na rede social X. "Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China", escreveu o presidente.
Desde janeiro, a China implementou restrições ao volume de carne bovina importada de cada país, como uma medida de proteção aos seus produtores locais. O Brasil, que possui a maior cota entre os exportadores, enfrenta um cenário em que as exportações que superam o limite estabelecido estão sujeitas a uma sobretaxa de 55%, além de uma tarifa de importação de 12%.
O esgotamento da cota brasileira teve impacto direto nas exportações. Em agosto, o volume embarcado para o exterior caiu 27,1% em comparação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Para os próximos anos, a cota brasileira de carne bovina deverá aumentar gradualmente. Em 2027, o limite será de 1,128 milhão de toneladas, e em 2028, chegará a 1,151 milhão de toneladas.