A sexta frente estratégica de um estudo sobre o desenvolvimento de Pernambuco até 2035 enfatiza a relevância da infraestrutura energética para o crescimento econômico do estado. O avanço sustentável, segundo a pesquisa, depende da integração entre energia, tecnologia e infraestrutura digital. Pernambuco possui potencial para transformar suas fontes de energia renovável, especialmente solar e eólica, em uma vantagem competitiva na Economia de Baixo Carbono.
A proposta apresentada visa ir além da simples geração e venda de energia elétrica. O foco é utilizar essa oferta limpa como base para atrair empreendimentos de maior valor agregado, como data centers, serviços de computação em nuvem e centros dedicados à Inteligência Artificial (IA). A intenção é dinamizar a economia local, criando empregos qualificados e estimulando novas cadeias produtivas em áreas como engenharia, telecomunicações, manutenção e inovação.
Para que esses investimentos sejam atraídos, o plano destaca a necessidade de modernizar a infraestrutura de suporte. A implementação de redes de transmissão e fibra ótica será integrada ao ecossistema do Porto Digital, aumentando a capacidade de Pernambuco para receber polos tecnológicos e conectando o estado aos mercados digitais globais.
O projeto também prevê a modernização do sistema energético através de várias frentes, incluindo a adoção de redes inteligentes (smart grids) e tecnologias para armazenamento de energia, a expansão da geração distribuída, e a integração direta entre fontes renováveis, infraestrutura digital e polos industriais. Ademais, será incentivado o desenvolvimento de data centers sustentáveis e de infraestruturas voltadas para IA.
Para garantir que as metas sejam acompanhadas e as ações tenham continuidade, o estudo sugere a criação do Observatório Pernambucano da Transição Energética e da Economia de Baixo Carbono. Além disso, propõe-se a formação de uma carteira permanente de projetos estruturantes, abrangendo setores estratégicos como hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, e novos parques solares e eólicos.
A articulação entre energia limpa, inovação tecnológica e capacitação de capital humano é vista como crucial para fortalecer a competitividade de Pernambuco e descentralizar as oportunidades de desenvolvimento em várias regiões do estado.