Matheus Possebon, empresário associado ao mundo da música, expressou surpresa diante da Operação da Polícia Federal, que foi deflagrada nesta quarta-feira, 23 de setembro. Sua defesa destacou que Possebon nunca esteve envolvido em atividades relacionadas ao comércio ou à exportação de minérios, reforçando que a investigação atual remonta a eventos ocorridos em 2022 e 2023. Essa apuração, segundo a defesa, já se estende por mais de quatro anos, período em que Matheus sempre se mostrou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A nota divulgada pela defesa enfatiza que, até o presente momento, não tiveram acesso à decisão que fundamenta a operação. Além disso, a defesa reiterou que os fatos em questão são antigos e que Matheus sempre cooperou com a investigação. O empresário é conhecido por sua atuação no setor de música e entretenimento, e a defesa argumenta que a natureza de suas atividades é compatível com seus rendimentos.
Em um desdobramento anterior, em 2023, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região revogou a prisão de Possebon, reconhecendo que as evidências apresentadas até então não eram suficientes para caracterizar os crimes sob investigação. Isso reforçou a posição de que ele exerce atividades empresariais lícitas.
Além de Matheus Possebon, o cantor Alexandre Pires também é mencionado na Operação Disco de Ouro, que investiga um esquema de movimentação de aproximadamente R$ 250 milhões relacionado à exploração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami. A investigação revela que o minério extraído de forma ilegal em Roraima era declarado como se tivesse origem em áreas de garimpo regulares em Itaituba, no Pará. No entanto, esse trajeto existia apenas em documentos que davam uma aparência legal à cassiterita.
Alexandre Pires é suspeito de ter recebido valores de uma mineradora sob investigação. Na fase inicial da operação, a Polícia Federal identificou que o artista teria recebido cerca de R$ 1 milhão relacionados à empresa, além de apreender seu celular. Também foi mencionado que Pires recebeu R$ 375 mil em sua conta pessoal, além de uma transferência de R$ 160 mil feita pela sua empresa a um dos indivíduos investigados.