O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, membro do PL de São Paulo, manifestou-se nesta quarta-feira (23) ao afirmar que há uma preparação para um "verdadeiro golpe". A declaração ocorreu em reação a comentários feitos pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a atuação de membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Eduardo utilizou a plataforma X para expressar sua opinião, onde destacou que "NÃO HÁ NADA GANHO" e reiterou que estão sendo preparados tanto a narrativa quanto o terreno para o que ele chama de golpe, embora não tenha especificado quem seriam os responsáveis por essa suposta preparação.
A postagem de Eduardo foi acompanhada de uma reportagem publicada no último sábado (19), que abordava a declaração de Gilmar Mendes. Durante sua fala, Mendes alertou que o principal risco para a Justiça Eleitoral "vem de dentro" e sugeriu que magistrados do TSE que atuam de maneira politizada considerem a possibilidade de deixar seus cargos.
Gilmar Mendes enfatizou que o maior perigo à integridade da Justiça Eleitoral reside na politização do próprio tribunal. Ele instou aqueles que tentam envolver o TSE em "proselitismo partidário" a reavaliarem sua permanência na instituição. "Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral", afirmou.
O ministro também ressaltou que o STF continuará a desempenhar o papel de "instância de supervisão" e que intervirá quando necessário para preservar seus próprios precedentes e a Constituição. Essa manifestação de Gilmar Mendes ocorre em um contexto de tensões entre ele e os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que ocupam, respectivamente, a vice-presidência e a presidência do TSE nas eleições de 2026.
Recentemente, Gilmar Mendes criticou André Mendonça, chamando-o de "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral", em decorrência de sua atuação em um caso relacionado ao Banco Master. O decano do STF alegou que Mendonça tinha envolvido o Supremo de forma indevida na campanha eleitoral. Mendonça, por sua vez, negou as acusações e afirmou que não havia transformado o STF em "palanque".