Messias, em seu post, insinuou que um candidato à Presidência da República teria buscado o dono do Banco Master para solicitar milhões em favor de sua família, ao mesmo tempo em que o banco enfrentava acusações de tentativas de fraudar os cofres públicos. A postagem gerou a resposta de Marinho, que considerou a atitude de Messias uma renúncia a sua função institucional e criticou o que chamou de "uso do Estado brasileiro como extensão do PT".
Em outra publicação, o senador questionou a relação de Messias com o Banco Master e trouxe à tona episódios envolvendo figuras do governo. Ele pediu explicações sobre a "advocacia administrativa" e o "tráfico de influência" relacionado a Lulinha, além de indagar sobre presentes recebidos por Marcola, chefe de gabinete de Messias, de uma lobista que ele afirmou não conhecer.
Marinho também pressionou Messias a esclarecer por que não registrou em sua agenda um encontro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. "O senhor pode explicar?", questionou o senador.
Em resposta, Messias sugeriu que Marinho não precisava "passar esse recibo" e pediu uma explicação ao senador sobre o destino dos recursos mencionados. "Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil. Estamos esperando ansiosamente. Um abraço!", escreveu o advogado.
A discussão surge em um contexto em que a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro voltou a ser debatida nas eleições. Flávio Bolsonaro negociou repasses de R$ 134 milhões para o financiamento do filme Dark Horse, e parte desses recursos, cerca de R$ 65 milhões, foi proveniente do fundo Havengate Development, localizado nos Estados Unidos.
Atualmente, a Polícia Federal investiga se uma parte desses recursos foi utilizada para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua estadia nos Estados Unidos. Eduardo negou qualquer recebimento de dinheiro de Vorcaro através do fundo, enquanto Flávio afirmou que os valores foram utilizados integralmente na produção do filme.