Em um trecho de sua autobiografia Oltre, Francesco Totti compartilhou que a AS Roma planejou entregar a camisa 10 a Paulo Dybala em 2022. O clube queria que o ex-atacante fosse o responsável por realizar a cerimônia de entrega do número ao jogador argentino, porém Totti rejeitou a proposta.
Totti expressou sua indignação ao afirmar: “Vocês estão todos loucos? Se tiverem coragem, deem a ele vocês mesmos. Nada contra o jogador; aliás, gosto muito dele, inclusive como pessoa. Ele é um ótimo rapaz. Mas, se vocês têm essa intenção, façam isso, sem me envolver”. Para o ídolo da Roma, a camisa 10 possui um peso significativo, o que inevitavelmente geraria comparações com sua própria trajetória no clube. Totti defendeu a equipe de 1993 até 2017, período em que usou o número durante a maior parte de sua carreira.
O ex-jogador deixou claro que não pretende aposentar a camisa 10 da Roma. “Jamais aposentaria definitivamente a camisa 10 da Roma. Seria como negar o sonho maravilhoso a uma criança. Todos os dias, espero que surja outro Totti”, declarou ele. Totti manifestou seu desejo de que a camisa fosse usada por um jogador formado no clube, alguém que teria um compromisso duradouro com a equipe.
“Alguém nascido em Roma, criado em Roma, que escolha a Roma para a vida toda, para a eternidade. Seria diferente entregar essa camisa a alguém que vem do outro lado do mundo, que fica por um período limitado e depois vai embora”, comentou Totti.
Em seu relato, ele detalhou a proposta que recebeu: “Eles queriam confiar ao Dybala a camisa número 10 e queriam que eu fosse o responsável por entregá-la a ele durante a cerimônia oficial no Coliseu Quadrado. Eu falei pra eles: ‘Vocês estão todos loucos?’ Se vocês tiverem coragem, deem a ele vocês mesmos”. Totti também elogiou Dybala, afirmando que, se em forma, o jogador pode fazer a diferença na equipe.
Além disso, Totti ressaltou a importância simbólica da camisa 10, que deve ser dada a alguém que possa representar a Roma por anos: “É um símbolo muito importante e significativo, que só deve ser confiado a alguém que, na Roma, possa jogar por quinze ou vinte anos.”