O FLAMENGO expressou, na sexta-feira (25.set.2026), sua oposição à possibilidade de proibição das apostas no Brasil. Em uma nota oficial, o clube argumentou que "Proibir não acaba com o jogo", enfatizando que essa decisão poderia favorecer o crescimento do mercado clandestino e diminuir os recursos direcionados ao esporte.
A crítica do FLAMENGO veio em resposta ao anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende implementar regras mais rigorosas para os jogos de azar online. O Planalto divulgará, às 17h desta sexta-feira, medidas restritivas para o setor, além de iniciativas voltadas à renegociação de dívidas das famílias.
Durante um evento de campanha no Rio de Janeiro, na quarta-feira (23.set), Lula afirmou que sua intenção é "acabar com as bets" e que os clubes de futebol precisarão encontrar novas fontes de financiamento. Ele declarou: "Sinceramente, em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira, a gente vai acabar com isso. E os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro".
Em sua nota, o FLAMENGO sugeriu que a regulamentação das apostas poderia ser aprimorada com regras mais rigorosas, mas se manifestou contra a total proibição. O clube alertou que uma mudança abrupta nas leis prejudicaria a segurança jurídica e impactaria negativamente o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos, além de afetar empregos e fornecedores ligados ao setor.
O FLAMENGO enfatizou que a restrição da atuação de empresas autorizadas não eliminaria as apostas, mas, ao contrário, abriria espaço para plataformas clandestinas. O clube citou uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em maio de 2026, que envolveu 2.291 apostadores e indicou que entre 38% e 44% do valor das apostas online no Brasil está concentrado em plataformas ilegais.
De acordo com os dados apresentados pelo FLAMENGO, a participação do mercado ilegal variou entre 41% a 51% em 2025, reduzindo-se para uma faixa de 38% a 44% no primeiro semestre de 2026. O clube observou que uma proibição das apostas poderia também diminuir a arrecadação pública proveniente de impostos e destinações estabelecidas pela legislação.