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Brasil apresenta investimento educacional inferior à média da OCDE

Estudo revela que o gasto por aluno No Brasil é de apenas um terço da média dos países da OCDE, destacando desafios na educação...

Um relatório recente analisa os principais desafios enfrentados por sistemas educacionais em todo o mundo, incluindo dados de 50 países, entre eles o Brasil. Os resultados indicam que o investimento por aluno No Brasil está significativamente abaixo da média de diversos países da América Latina. Por exemplo, o Chile registra um gasto anual por estudante de US$ 5.794, enquanto a Costa Rica investe US$ 7.028 por aluno. Esses valores foram ajustados para refletir as diferenças no custo de vida entre as nações.

O Ministério da Educação (MEC) ressaltou que o estudo aponta uma queda nos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as regiões. Entre 2015 e 2023, o percentual do PIB destinado à educação passou de 5,5% para 4,6% No Brasil, enquanto a média dos países da OCDE caiu de 4,4% para 4,2% no mesmo período.

Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, destacou que a disparidade no gasto por aluno compromete os resultados educacionais, mesmo que o Brasil invista uma proporção maior do PIB em comparação à média da OCDE. Ele enfatiza que, embora o investimento seja maior em termos de PIB, a tradução desse investimento em gasto por aluno coloca o Brasil em uma posição desfavorável, o que deve ser considerado ao avaliar o desempenho educacional do país.

O relatório também aponta que os gastos governamentais com educação tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o investimento por aluno no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) o valor subiu para US$ 4.390. Em contraste, a média de gastos por estudante na OCDE para o ensino fundamental 1 foi de US$ 12.893 e para o fundamental 2, de US$ 14.291.

Além disso, o relatório divide os gastos em educação entre despesas de capital, que envolvem investimentos em infraestrutura, e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais. No Brasil, a maior parte do orçamento operacional do ensino fundamental, aproximadamente 75%, é destinada à remuneração de professores e profissionais da educação, percentual que é inferior à média de 79% registrada nos países da OCDE.

O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) fornece uma visão abrangente sobre os dados educacionais de todos os países da OCDE, incluindo o Brasil, que participa como parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de países membros do G20 e aqueles em processo de adesão à OCDE, que não são parte do INES.

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