Para garantir que as configurações sejam menos restritivas, será necessário que o adolescente obtenha a aprovação de um responsável através de um PIN, uma senha numérica que é definida no momento da ativação dos controles. Essa medida tem como objetivo equilibrar a autonomia do jovem com a supervisão dos pais.
As novas opções também permitem que os pais limitem quais atualizações de status o adolescente pode visualizar e quem tem permissão para ver os status publicados por ele. Essa abordagem visa oferecer maior segurança e controle sobre a experiência online dos adolescentes.
A adesão a essas funcionalidades será opcional, permitindo que tanto pais quanto adolescentes configurem os controles em conjunto. Após a configuração inicial, os responsáveis poderão ajustar ou desligar as definições conforme necessário.
Essa iniciativa é um desdobramento das contas criadas para menores de 13 anos, que foram anunciadas anteriormente em março. Nesse modelo, os responsáveis têm a possibilidade de decidir quem pode contatar a conta da criança e quais grupos ela pode participar. O anúncio recente se concentra em adolescentes e introduz alertas sobre grupos e opções relacionadas à Meta AI.
As novas ferramentas surgem em um momento em que se implementa o ECA Digital, que entrou em vigor em 17 de março. Esta legislação determina que serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes disponibilizem mecanismos de supervisão parental e adotem medidas para mitigar riscos associados a esse público.
Além disso, a lei prevê configurações padrão com proteção elevada. Portanto, a existência de controles opcionais não é suficiente para afirmar que todas as exigências da legislação estão sendo cumpridas.