A campanha do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), teve um total de R$ 61,7 milhões em doações até as 16h do dia 1º de outubro de 2026. Desse montante, R$ 55,2 milhões foram oriundos do próprio partido. Os dados, que foram disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, mostram que o Fundo Eleitoral contribuiu com R$ 47 milhões, enquanto o Fundo Partidário acrescentou R$ 3,7 milhões e doações individuais somaram R$ 4,5 milhões.
O principal doador individual da campanha é o empresário Luiz da Rocha Salles Filho, que fez uma contribuição de R$ 1 milhão. Salles Filho já foi sócio da construtora OAS e atualmente está envolvido em negócios no setor de tecnologia, com participação na Cityhub Tech.
Outro empresário que se destacou entre os doadores é Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, empresa de biodiesel, que doou R$ 500 mil. Battistella também fez uma doação na mesma quantia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A lista de doadores inclui ainda Fernando de Castro Marques, presidente do Grupo União Química, que também contribuiu com R$ 500 mil. Além disso, Representantes do Grupo Guararapes, que controla a rede Riachuelo, se juntaram à lista de doadores: Flavio Gurgel Rocha doou R$ 170 mil e Lisiane Gurgel Rocha, R$ 165 mil.
Em comparação, na disputa presidencial de 2022, Jair Bolsonaro, do PL, arrecadou R$ 126.127.517,46 durante os dois turnos. Naquela ocasião, a campanha utilizou o sistema de pagamento Pix para centralizar a arrecadação, contabilizando 392.140 doações que variaram de R$ 1,00 a R$ 1,9 milhão.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que os limites de gastos para os candidatos à Presidência da República em 2026 se mantêm. O teto para o primeiro turno é de R$ 88,9 milhões, enquanto para o segundo turno é de R$ 44,5 milhões. Essa decisão foi tomada em resposta a solicitações de presidentes de partidos.