O candidato à Presidência Augusto Cury, do Avante, compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (2/10) para expressar seu descontentamento em relação ao cancelamento do debate da TV Globo, que ocorreria na quinta-feira (1º/10). Cury afirmou que as decisões judiciais que levaram ao cancelamento representam um desequilíbrio de poder. Ele declarou: “Não é justo esse desequilíbrio de poder. Então estou aqui fazendo um protesto em função da democracia brasileira, que na minha opinião está morrendo.”
Cury chegou à Corte por volta das 12h40, vindo do Rio de Janeiro. Em uma carta endereçada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, ele manifestou sua intenção de acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar suas preocupações sobre a situação democrática no Brasil. O candidato descreveu o documento como um “protesto, mas também uma súplica,” solicitando que a liberdade de expressão seja resguardada e que o eleitorado tenha acesso à informação necessária para tomar suas decisões nas urnas.
O debate da TV Globo estava programado para incluir os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), que foi incluído por meio de uma decisão judicial. A emissora planejava exibir uma cadeira vazia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia se recusado a participar do evento. Contudo, uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu essa exibição.
Outra decisão que impactou o debate foi a do ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão). Após essas deliberações, Flávio Bolsonaro anunciou sua desistência em participar do debate, alegando interferência do Judiciário como justificativa.
Diante desse cenário, a TV Globo optou pelo cancelamento do debate, informando que as decisões judiciais criaram “insegurança jurídica” e configuram uma “interferência indevida na liberdade de imprensa.”