A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) deverá enfrentar, a partir de 2027, uma Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que apresenta uma configuração mais favorável ao Governo do Estado em comparação ao seu primeiro mandato. A nova correlação de forças, no entanto, ainda depende de mudanças individuais e partidárias antes do início da próxima legislatura.
Uma análise preliminar indica que a bancada governista pode variar entre 25 e 30 deputados, enquanto a oposição deve reunir entre 10 e 15 dos 49 membros da Casa. Essa variação sugere que a divisão exata entre governo e oposição ainda não está definida, uma vez que há deputados que, embora tenham mantido uma relação próxima com a gestão estadual, não manifestaram publicamente sua adesão.
Mesmo no cenário mais conservador, Raquel teria a possibilidade de contar com 25 votos, o que representaria uma maioria absoluta na Assembleia. A configuração partidária atual contribui para essa nova dinâmica, mas não é suficiente para prever o comportamento dos parlamentares no plenário.
Partidos que estiveram em lados opostos durante a eleição também possuem deputados com diferentes históricos em relação ao Palácio, o que faz com que a nova Alepe possa cruzar as linhas das coligações formadas nas eleições do último domingo, 4.
A divisão das bancadas da Alepe para a próxima legislatura, com base nos resultados da eleição, revela que a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) contará com 9 deputados, enquanto a União Progressista (PP/UB) terá 8. O Podemos e os Republicanos também farão parte do cenário, com 6 e 1 deputados, respectivamente.
A União Progressista se destaca como uma variável crucial para a formação da futura base governista. Essa federação, que obteve oito cadeiras, inclui deputados como Antônio Coelho, do União Brasil, e Pastor Júnior Tércio.