A Organização dos Estados Americanos (OEA) avaliou positivamente a recente eleição no Brasil, descrevendo o processo como uma experiência cívica e pacífica. Em um relatório preliminar, divulgado em 6 de outubro de 2026, a OEA fez elogios ao Tribunal Superior Eleitoral e aos Tribunais Regionais Eleitorais, reconhecendo a "importante capacidade técnica, logística e organizacional" demonstrada durante o pleito.
A missão de observação da OEA contou com 91 observadores independentes que acompanharam o processo eleitoral. O relatório destacou a significativa participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas que contribuíram para os testes das urnas. Além disso, ressaltou o aumento do registro de dados biométricos, que alcançou 89% desde as eleições de 2024, e a ampliação dos serviços eletrônicos disponíveis, através da plataforma “Autoatendimento” e do aplicativo móvel e-Título.
Apesar de reconhecer a lisura do pleito, a OEA também apontou a existência de um "clima de tensão e forte polarização política". O documento menciona a judicialização do processo eleitoral, além de confrontos pessoais e narrativas de desinformação que visam gerar desconfiança sobre a integridade do sistema eletrônico de votação.
Outro ponto abordado no relatório foi a falta de um debate eleitoral entre os candidatos a presidente e vice-presidente da República. Contudo, a OEA reconheceu a realização de diversos debates entre candidatos a governadores, o que demonstra uma certa dinâmica na disputa.
A OEA também fez menção à "ausência de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral" sobre o uso de imagens reais ou geradas por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política, tanto na propaganda digital quanto na física. Este aspecto levanta preocupações sobre a regulamentação e a ética no uso da tecnologia durante as campanhas eleitorais.
O relatório completo pode ser acessado em formato PDF, com um tamanho de 737 kB, oferecendo mais detalhes sobre as observações feitas durante as eleições.