Reale Júnior afirmou que, ao escolher Flávio, o eleitor deve estar ciente de que estará referendando a invasão das sedes dos Três Poderes e a tentativa de anular a eleição de 2022. O advogado destacou que um voto em Flávio é, portanto, uma forma de apoiar o golpe e a tentativa de assunção ao poder por meios não democráticos.
O advogado criticou ainda o plano do senador de anistiar os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, além de abordar a relação de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Reale Júnior expressou preocupação com a possível submissão do candidato aos interesses norte-americanos, afirmando que Flávio poderia estar disposto a tratar os países da América como propriedades.
Ele ressaltou que, apesar da falta de informações sobre as propostas de Flávio, o que se sabe é que ele pretende anistiar os golpistas de 8 de janeiro, começando pelo próprio pai, Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, que incluía planos violentos contra figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Ao comparar Flávio ao Partido dos Trabalhadores, Reale Júnior argumentou que, embora o PT e Lula enfrentem críticas e um cansaço da população em relação ao seu discurso, eles não representam o mesmo risco à democracia que a candidatura de Flávio. Ele enfatizou que, com os governos do PT, não houve apologia a golpes militares nem a instalação de um estado policialesco.
O advogado alertou sobre o cenário atual, onde candidatos extremistas têm ganhado espaço no Congresso Nacional, e a possibilidade de um presidente que apoie esses grupos seria uma grande ameaça. Reale Júnior concluiu sua manifestação afirmando que nada justifica a adoção de um caminho que leve ao PRECIPÍCIO, ressaltando que em 15 dias o futuro do Brasil será decidido e expressou seu desejo de que o país não enfrente um período de violência.