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Parnamirim: demissão do filho de Nivaldo Mendes expõe nova ruptura política e reacende debate sobre alianças no município

Vice-prefeito rompe com Múcio Angelim após saída de Lucas Mendes da Secretaria de Desenvolvimento Social; histórico político revela mudanças de alianças e antigos confrontos...

Vice-prefeito rompe com Múcio Angelim após saída de Lucas Mendes da Secretaria de Desenvolvimento Social; histórico político revela mudanças de alianças e antigos confrontos entre grupos que já estiveram juntos no poder.

A política de Parnamirim, no Sertão Central de Pernambuco, volta a ser marcada por uma ruptura entre aliados. O prefeito Múcio Angelim e o vice-prefeito Nivaldo Mendes romperam politicamente após a exoneração de Lucas Mendes, filho do vice-prefeito, do cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania.

A informação foi divulgada por veículos de comunicação da região nesta quinta-feira (8). O episódio encerra, pelo menos no campo político, uma aliança que levou os dois ao comando da Prefeitura nas eleições municipais de 2024.

Antes da confirmação do rompimento, Nivaldo havia declarado que se reuniria com seu grupo político para avaliar a decisão do prefeito. Na ocasião, demonstrou insatisfação com a saída do filho e afirmou que outros integrantes da base governista também poderiam deixar o grupo.

Múcio Angelim, por sua vez, confirmou o afastamento político e atribuiu a decisão a divergências e à quebra de confiança em relação aos compromissos assumidos durante a formação da aliança. O prefeito ressaltou que a divergência política não deveria comprometer o funcionamento institucional da administração municipal.

A demissão de Lucas Mendes, portanto, tornou-se o estopim de um desentendimento que, segundo as declarações atribuídas ao prefeito, ultrapassa a questão administrativa e envolve a relação política construída entre os dois líderes.

Uma história de alianças e mudanças de lado

O episódio também chama atenção quando observado à luz da trajetória política recente de Parnamirim. O município acumula disputas nas quais antigos aliados passaram a ocupar campos opostos, evidenciando como as alianças locais podem ser alteradas de uma eleição para outra.

Em 2016, Nivaldo Mendes foi eleito vice-prefeito na chapa de Tácio Pontes. Posteriormente, em 2020, passou a integrar a chapa encabeçada por Múcio Angelim, que enfrentou Nininho Carvalho naquela eleição. A dupla não venceu o pleito daquele ano, mas manteve a aliança e conquistou a Prefeitura em 2024, derrotando Nininho, que tentava a reeleição.

Agora, dois anos após a vitória, Múcio e Nivaldo estão em lados opostos. A nova ruptura reforça a percepção de instabilidade nas alianças políticas do município e levanta questionamentos sobre a capacidade das lideranças locais de manter acordos duradouros.

E a relação com Nininho Carvalho? A trajetória precisa ser analisada com cuidado. Os registros consultados confirmam que Nivaldo integrou a chapa de Múcio Angelim contra Nininho em 2020 e voltou a enfrentá-lo em 2024. Entretanto, não foi possível confirmar, com fontes suficientemente sólidas, que Nivaldo tenha sido integrante do partido de Nininho ou que tenha rompido diretamente com ele em uma aliança anterior. Por isso, essa afirmação não deve ser apresentada como fato sem documentação adicional.

O que a ruptura representa para a política de Parnamirim?

O rompimento entre Múcio Angelim e Nivaldo Mendes abre espaço para novas movimentações políticas e pode provocar mudanças na composição da base governista. A possibilidade de outros aliados acompanharem o vice-prefeito também merece atenção, embora seus efeitos dependam dos próximos posicionamentos.

O caso deixa uma questão central para o eleitor: até que ponto as alianças políticas são sustentadas por projetos administrativos comuns e até que ponto dependem da distribuição de espaços dentro do governo?

A saída de Lucas Mendes da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania foi o acontecimento imediato que precipitou a crise. Para além desse episódio, porém, a ruptura expõe um desafio recorrente na política municipal: transformar acordos eleitorais em compromissos políticos capazes de resistir às divergências durante o exercício do poder.

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