O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas contundentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante um ato em Ceilândia, no Distrito Federal, realizado no dia 9 de outubro de 2026. Em suas declarações, Lula afirmou que o Brasil não voltará a ser governado pelos "sócios do Master" e pelos "parentes do Vorcaro", referindo-se indiretamente a Flávio. O evento marcou a primeira caminhada do presidente após o primeiro turno das eleições.
A fala do presidente ocorreu no mesmo dia em que a revista Veja publicou uma reportagem revelando áudios e documentos sobre Daniel Vorcaro, ex-banqueiro que supostamente teria destinado R$ 30 milhões para despesas relacionadas a um documentário sobre Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Além disso, a reportagem menciona que Vorcaro teria articulado pagamentos com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e envolvido o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Lula também fez alusão a desvios de verbas, afirmando que o país não será governado por aqueles que, segundo ele, "roubaram R$ 12 bilhões do BRB", em referência ao Banco de Brasília. Embora não tenha mencionado Flávio diretamente, sua crítica estava claramente ligada à busca do senador por recursos para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro confirmou ter procurado financiamento privado para o filme, mas negou qualquer negociação de contrapartidas em troca dos recursos. A reportagem da Veja também sugere que os pagamentos de Vorcaro estavam atrelados a negociações para acesso a fundos de pensão de servidores públicos federais, embora as alegações não tenham sido comprovadas. A Procuradoria-Geral da República não deu continuidade ao caso por falta de provas, conforme indicado na publicação.
A equipe de Lula considerou a reportagem irresponsável e anunciou a intenção de adotar medidas judiciais. Durante a caminhada em Ceilândia, o presidente foi acompanhado pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, e pelo candidato ao governo do DF, Leandro Grass (PT), que se prepara para o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP), marcado para o dia 25 de outubro. Em seu discurso, Lula reiterou o apoio a Grass e continuou a associar seus adversários a práticas de fascismo e corrupção.