O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta sexta-feira que estabeleceu um acordo significativo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O entendimento prevê que a Rússia enviará aproximadamente 5 milhões de toneladas de petróleo para os mercados americano e global.
Inicialmente, Trump informou que a Rússia começará fornecendo mais de 300 mil toneladas de petróleo imediatamente ao mercado americano e mundial. Posteriormente, estão previstas entregas de 500 mil toneladas durante o mês de novembro e, em seguida, mais de 1 milhão de toneladas. Além disso, a Rússia se comprometeu a fornecer, em breve, mais 3 milhões de toneladas, considerando as condições de suas refinarias.
De acordo com Trump, esse acordo é considerado um "grande anúncio" e, com o controle total do Estreito de Ormuz, espera-se que os preços dos combustíveis diminuam rapidamente, beneficiando não apenas os americanos, mas todo o mundo. O presidente enfatizou que a redução dos preços é uma PRIORIDADE, especialmente para grandes agricultores, pecuaristas e caminhoneiros.
Esse anúncio ocorre após a promulgação de uma nova lei, aprovada pelo Congresso, que amplia as sanções contra a Rússia. Essa legislação permite a imposição de tarifas de até 100% sobre os países que importam energia russa. As sanções visam autoridades russas, instituições financeiras e uma frota clandestina de navios-tanque envolvidos nas exportações de petróleo.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos esclareceu que uma autorização provisória foi concedida para facilitar essa operação comercial, apesar das sanções. O intuito é privar o governo russo de recursos financeiros que sustentam a guerra na Ucrânia, representando um esforço significativo de apoio ao país desde o retorno de Trump à presidência em 2025.
O projeto de lei que viabilizou essas sanções leva o nome de Lindsey Graham, falecido senador republicano da Carolina do Sul, e foi aprovado com 262 votos a favor e 159 contra. Essa medida reflete a continuidade das tensões entre os Estados Unidos e a Rússia, além de seus impactos no mercado energético global.