Após a significativa ampliação da bancada do PL no Congresso Nacional, impulsionada pela votação expressiva de influenciadores em 2026, Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) preveem que o Centrão fará esforços para modificar as regras das próximas eleições legislativas.
A expectativa é que o bloco busque aprovar o voto distrital misto, um modelo que propõe que metade da Câmara dos Deputados seja composta pelos candidatos mais votados em seus distritos, enquanto a outra metade seria eleita pelo sistema proporcional vigente. Essa mudança visa impactar menos as votações que resultaram em grandes quantidades de votos para candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), ambos com mais de 3 milhões de votos, que ajudaram a fortalecer as bancadas do partido em seus estados.
Informações reveladas indicam que o PSD, liderado por Gilberto Kassab, já está discutindo a aceleração da tramitação de um projeto que implementaria o voto distrital misto. Essa proposta atualmente está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, sob a relatoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE).
O modelo de voto distrital misto também recebeu apoio do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que é crítico do bolsonarismo. Moraes argumenta que o sistema eleitoral atual favorece a eleição de deputados mais focados em redes sociais do que em suas funções legislativas.
Em um evento do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, realizado em 25 de agosto, o ministro afirmou que o modelo atual falhou ao produzir representantes que não possuem vínculos com seus partidos, priorizando a exposição nas redes em detrimento das discussões legislativas. Essa crítica reforça a urgência de uma reformulação das regras eleitorais, segundo seus defensores.