O cantor Caetano Veloso está organizando um ato musical em defesa da democracia, marcado para o domingo, 18 de junho, às 16h, no Posto 5 de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A convocação ocorre em meio a um contexto de mobilizações de apoiadores do presidente Lula (PT), que buscam reverter a desvantagem do petista na corrida pela Presidência da República. No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizará uma manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 11h.
O evento no Rio é promovido pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja e tem como pautas centrais a defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito à reunião pacífica. A divulgação da convocação foi feita por Caetano nas redes sociais na última terça-feira, dia 13.
A mobilização na orla de Copacabana ocorre no mesmo local onde, na segunda-feira, 12 de junho, feriado de Nossa Senhora Aparecida, apoiadores de Lula ocuparam a avenida Atlântica. O ato anterior contou com a participação de estudantes, famílias, congressistas de esquerda e sindicalistas que se manifestaram em prol da reeleição do presidente, que permaneceu em Brasília durante o evento.
Além disso, no domingo, haverá um ato de estudantes em apoio a Lula, programado para às 11h, na região da Candelária, no centro do Rio. A convocação para as duas mobilizações incentiva a participação do público, prevendo um deslocamento dos manifestantes da Candelária até Copacabana.
Este conjunto de manifestações segue após um grande ato em que Lula reuniu uma multidão na avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo, dia 11. Na terça-feira, um ato em apoio à reeleição do presidente ocorreu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, organizado por estudantes da Universidade de Brasília (UnB), com o suporte da União Nacional dos Estudantes (UNE) e outras entidades.
Ainda na terça-feira, aliados de Lula participaram do evento intitulado "Ato da Virada", realizado no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo. O evento contou com a presença de jovens políticos eleitos e figuras como Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, que, apesar de não terem avançado no primeiro turno, se uniram para atrair eleitores indecisos e ampliar o apoio ao presidente na fase final da campanha.