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Cachoeira da Limeira, em Coronel Fabriciano, concentra quatro mortes e alerta para risco de quedas

Corpo de Bombeiros alerta para perigo de fotos à beira do abismo na Cachoeira da Limeira, palco de ao menos quatro acidentes fatais desde...

Uma queda de aproximadamente 85 metros na Cachoeira da Limeira, na Serra dos Cocais, zona rural de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, em Minas Gerais, matou um casal de Ipatinga na última segunda-feira (12/10). As vítimas, de 21 e 19 anos, eram pais de um bebê de 11 meses. Os nomes não foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros, mas, , tratava-se de Kayk de Oliveira Gomes e Kewry Kellem Dias Silva.

O acidente foi registrado por volta das 15h45. Conforme testemunhas, a mulher escorregou perto da queda-d'água. Ao tentar segurá-la, o homem perdeu o equilíbrio e ambos caíram, atingindo as pedras na parte inferior. Os corpos foram encontrados em área de difícil acesso: a mulher estava submersa e o homem foi localizado entre as pedras, com múltiplas fraturas.

A cachoeira já foi palco de outras tragédias. Em agosto de 2021, um jovem de 19 anos morreu ao cair da parte superior enquanto tentava tirar uma foto. Sete anos antes, em dezembro de 2014, um homem de 20 anos perdeu a vida no local. Segundo os bombeiros, esse acidente não consta nos registros informatizados da corporação devido à transição de registros físicos para digitais, mas a ocorrência foi atendida pelos militares. Na ocasião, amigos relataram que a vítima escorregou ao atravessar um trecho da cachoeira e caiu de cerca de 20 metros.

O Corpo de Bombeiros afirma que o principal risco é a queda de grandes alturas, agravada por terreno irregular, pedras escorregadias e quedas d'água elevadas. A corporação cita ainda poços naturais na parte superior, próximos a desníveis acentuados. Um desses pontos, semelhante a uma piscina de borda infinita, atrai visitantes para fotos na beirada.

Nas redes sociais, internautas comentaram os riscos após a tragédia. Uma pessoa escreveu que a cachoeira é perigosa e não tem barricada. Outra afirmou que há muito lodo na parte superior, onde visitantes insistem em tirar fotos perto da beirada. Houve ainda quem defendesse que a administração municipal exija dos responsáveis a instalação de barreiras. Os bombeiros orientam manter distância das bordas, evitar aproximação de precipícios para fotografias, não atravessar cursos d'água próximos às quedas e não saltar ou mergulhar em locais desconhecidos. A corporação recomenda evitar visitas em períodos de chuva ou com previsão de tempestades, devido ao risco de cabeça d'água, e dar preferência a locais regularizados.

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