Advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o 2º turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro, participam nesta terça-feira (20.out.2026) de reunião com representantes da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O encontro está marcado para as 18h, no Tribunal Superior Eleitoral, e será fechado.
Na segunda-feira (19.out), a Meta enviou à Corte um relatório com as medidas adotadas para assegurar a isonomia entre as duas campanhas. A empresa também solicitou uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, para apresentar o conteúdo e o formato das providências e esclarecer dúvidas sobre a documentação anexada e questões técnicas. No documento, a Meta afirmou que "não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações" do Tribunal. A íntegra da manifestação está disponível em PDF (180 kB).
Bellizze havia estabelecido prazo de 24 horas para que a Meta comprovasse o cumprimento da decisão que determinou a adoção de medidas para garantir a isonomia. Na quinta-feira (15.out), o ministro proibiu a empresa de restringir a entrega de publicações relacionadas a candidatos à Presidência da República.
A equipe de Lula tem feito críticas frequentes à Meta. O marqueteiro Sidônio Palmeira, que se licenciou do cargo de ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República para se dedicar à campanha do petista, manifestou essa posição na sexta-feira (16.out). "Quando a gente fala de interferência da Meta, a gente está falando de interferências também lá fora, que estão pagando e buscando interferir aqui dentro, fazer impulsionamentos lá fora. E geralmente esses impulsionamentos, todos nós sabemos que é fake news", declarou.