O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, anunciou que, se eleito, pretende retomar o Programa Emergencial do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia da Covid-19 para socorrer turismo e entretenimento. O anúncio foi feito na terça-feira (20/10). O programa foi encerrado em 2025, já no governo Lula, após atingir R$ 15 bilhões em renúncias fiscais.
A equipe econômica do governo petista sempre resistiu ao Perse e defendeu o fim do benefício. Com Lula (PT) aparecendo nas pesquisas eleitorais, Flávio tem adotado medidas que, segundo a coluna, se assemelham a um pacote de bondades do adversário.
A proposta também inclui a tentativa de capitalizar politicamente uma mudança no período de transição para quem deixa o Bolsa Família. A ideia é ampliar o prazo dos atuais 18 meses para 24 meses. O anúncio foi feito pela coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, em entrevista na segunda-feira (19/10) à rádio CBN de Salvador.
A fala da ex-presidente da Caixa Econômica, segundo a coluna, confundiu muita gente ao misturar a carteira assinada com o critério de renda utilizado atualmente pelo Bolsa Família.
A estratégia de Flávio enfrenta um entrave: o presidenciável também promete à Faria Lima um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, baseado essencialmente na redução dos juros. O problema é que os juros costumam ser mais resistentes quando o governo da vez aposta na generosidade dos benefícios fiscais.