Os ativos brasileiros negociados no mercado externo continuavam instáveis nesta terça-feira (27/10), refletindo o reajuste de preços após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, no domingo (25/10). O fundo de índice iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), principal ETF brasileiro na Bolsa de Nova York (NYSE Arca), abriu o pré-mercado a US$ 31,71, queda imediata de cerca de 7,14% frente ao fechamento da véspera.
Ao longo da manhã, o EWZ teve leve recuperação e se estabilizou na faixa de US$ 34,24, variação de cerca de +0,26% em relação ao fechamento de US$ 34,15 da segunda-feira (26/10). Na véspera, o fundo havia registrado queda de 19,82% na NYSE, caindo de US$ 42,59 na sexta-feira (23/10) para US$ 34,15 no fim do pregão.
A oscilação do investidor estrangeiro ocorre entre a busca por diversificação frente às bolsas de tecnologia dos EUA e as incertezas sobre sinalizações econômicas e fiscais para o quarto mandato de Lula. O desempenho ao longo do dia deve acompanhar a abertura e o fluxo da B3 no mercado doméstico.
Na segunda-feira, a bolsa brasileira (B3) fechou com queda de 13,88%, em 177.608 pontos, um dos piores índices da série histórica. Logo no início do pregão houve um circuit breaker, interrompendo as negociações para reduzir o impacto das quedas, após forte baixa no Ibovespa futuro, negociado antes das transações, tradicionalmente às 10h. As negociações foram retomadas às 10h40, com o placar marcando 202.928,87 pontos e retração de 1,05%. Às 10h46, a queda se acentuou para 16,94%, aos 170.340,70 pontos.
Às 11h34, o índice era de 170.693,37 pontos, acumulando 16,77% de queda. Após as 11h30, houve leve recuperação, deixando as perdas em 15% aos 174.316,73 pontos às 12h27. O placar seguiu baixo, marcando 174.964,11 pontos às 15h10, retração de 14,69%. O dólar comercial fechou a segunda em alta no mercado à vista: às 17h, estava cotado a R$ 5,40, elevação de 8,22% em relação ao fechamento da sexta-feira (23/10).