O MDB e o União Brasil saíram em defesa da legitimidade da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (28/10), três dias após o segundo turno. A manifestação ocorre depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta em que se apresenta como "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e questiona o resultado da votação.
Em publicação nas redes sociais, o MDB afirmou confiar no sistema eleitoral brasileiro e na validade do pleito do último domingo (25/10). A legenda havia apoiado Flávio no segundo turno, mas reconheceu a vitória de Lula após a divulgação do resultado. O União Brasil também divulgou nota oficial assinada pelo presidente nacional, Antonio Rueda, na qual sustenta que a eleição transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado.
Rueda declarou que a disputa eleitoral terminou e que as lideranças políticas precisam se voltar aos desafios do país. "A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", afirmou o dirigente. Ele acrescentou que o compromisso com a democracia não pode depender do resultado das urnas e que o veredito eleitoral deve ser acatado por todos.
No segundo turno, o MDB teve divisão interna: 17 dos 27 diretórios estaduais apoiaram Flávio, enquanto 10 ficaram com Lula. O União Brasil declarou apoio ao senador. Republicanos e Podemos, que também haviam apoiado Flávio, reconheceram a vitória do petista após a eleição.
A carta de Flávio foi divulgada por aliados nesta quarta, após o senador chegar aos Estados Unidos. Na primeira versão, ele acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o PT de participarem de suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. Depois, uma nova versão substituiu a expressão "verdadeiro presidente eleito do Brasil" por "líder do Brasil". Flávio afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula dos Estados Unidos. Ele deixou o Brasil após ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal e chegou a Miami na manhã desta quarta.