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Defesa de Emerson Freitas contesta prisão e aponta falhas na investigação em Pernambuco

Advogados do deputado eleito alegam nulidades no inquérito e criticam vazamento de informações sigilosas; prisão preventiva foi decretada pela Justiça estadual....

A defesa do deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) questionou a prisão preventiva determinada pela Justiça de Pernambuco e sustentou que a investigação sobre suposto envolvimento dele em um caso de extorsão apresenta irregularidades. Em nota divulgada nesta quinta-feira (29), os advogados afirmaram que o parlamentar eleito cooperou de forma espontânea com as autoridades e criticaram a divulgação de dados de um procedimento que corre sob segredo de Justiça.

De acordo com a defesa, Emerson compareceu ao Grupo de Operações Especiais (GOE) em 15 de outubro, sem ter sido intimado, ocasião em que prestou depoimento e pediu acesso integral ao inquérito. Cinco dias depois, em 20 de outubro, os advogados requereram acesso ao procedimento na 36ª Promotoria de Justiça e a habilitação nos autos judiciais. A manifestação veio um dia após a decisão da 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que decretou a prisão preventiva do deputado eleito.

Os advogados apontam nulidades e questionam a existência de elementos probatórios idôneos na apuração. Também cobram a investigação de um possível vazamento de dados do procedimento sigiloso e classificam como seletiva a divulgação de informações à imprensa enquanto a defesa ainda tentava acessar os autos.

Emerson Freitas responde a uma ação penal por extorsão e se tornou réu em março deste ano, após ser acusado de se passar por integrante da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) para aplicar um golpe contra uma mulher vítima de violência doméstica. Segundo a reportagem que revelou o caso, ele se apresentou à vítima como “sargento Emerson”, vinculado à Casa Civil, e afirmou ser homem de confiança da governadora Raquel Lyra (PSD) e da vice-governadora Priscila Krause (PSD). A Polícia Civil realizou buscas na residência do influenciador e apreendeu munições de uso restrito, um distintivo policial, um gorro da Polícia Militar e outros objetos.

Nas eleições de 4 de outubro, Emerson foi eleito deputado estadual com 49.254 votos. Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, ele se apresenta como jornalista investigativo e publica vídeos sobre assassinatos e casos de violência em Pernambuco. A posse na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) está prevista para 1º de fevereiro de 2027. No comunicado, a defesa afirma que as acusações são infundadas e não têm relação com a atuação político-partidária de Emerson, levanta a hipótese de perseguição e intimidação política e pergunta: “A quem interessa calar a voz de Emerson Freitas?”. O deputado eleito declarou que não pretende recuar: “Não me curvarei à intimidação, à censura ou a qualquer tentativa de perseguição”. A defesa diz não reivindicar privilégios, mas exigir respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

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