A Conmebol rejeitou os documentos complementares enviados pelo Corinthians e manteve a recusa ao reconhecimento da licença europeia de Clarence Seedorf. A decisão, divulgada na quinta-feira (5.nov.2026), impede que o holandês seja indicado como treinador nas súmulas do Campeonato Brasileiro.
Para contornar a situação, o Corinthians deverá matricular Seedorf em um curso da CBF Academy e buscar uma autorização provisória. Com essa medida, ele poderá permanecer registrado no BID (Boletim Informativo Diário) e integrar a comissão técnica nos jogos nacionais. No entanto, outro profissional com certificação válida precisará constar como responsável pela equipe no registro oficial das partidas.
A licença Uefa Pro de Seedorf, a mais alta da entidade europeia, não foi reconhecida na América do Sul porque o acordo entre Uefa e Conmebol exige 3 anos de experiência como técnico principal de equipes da primeira divisão ou de seleções nacionais. O holandês soma pouco mais de 2 anos de trabalho, com passagens por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e pela seleção de Camarões, ficando abaixo dos 36 meses exigidos.
Para tentar reverter a primeira negativa, o Corinthians pediu, por meio da CBF, que fossem incluídas atividades de Seedorf no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa e como professor em cursos para treinadores da Uefa, mas a documentação adicional não foi aceita. Na terça-feira (3.nov.2026), antes da nova recusa, Seedorf afirmou em coletiva no CT Joaquim Grava que a última informação recebida era de que sua situação estava resolvida.
O holandês já vinha trabalhando com uma licença provisória enquanto aguardava a análise. Na estreia do Corinthians contra o Vitória, acompanhou o jogo da arquibancada, e o auxiliar Léo Porto foi o responsável pela equipe à beira do gramado. O clube foi procurado para comentar o caso, mas não havia respondido até a publicação.