O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), apresentou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) por causa de uma publicação na rede social X. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (19.out).
Na postagem, feita no domingo (18.out.2026), Erika questionou se o cadastro nacional de pedófilos e a castração química de estupradores, propostas defendidas por Flávio, incluiriam pessoas como seu vice, "acusado de estuprar uma menina de 13 anos". A acusação citada pela deputada já foi analisada pela Procuradoria Geral da República e pelo STF, que apontaram não haver elementos suficientes para iniciar investigação.
A acusação foi feita por dois adversários políticos de Gaspar: o deputado federal Lindbergh Faria (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Soraya foi condenada a pagar R$ 50.000 a Gaspar pelas alegações que não conseguiu demonstrar à Justiça. Em 6 de outubro, o ministro Gilmar Mendes arquivou o pedido de investigação contra Gaspar, seguindo manifestação da PGR, por falta de elementos para instaurar o inquérito.
Gaspar acusa Erika Hilton de divulgar informação falsa ao mencionar a acusação de estupro de vulnerável sem informar que o caso havia sido arquivado. A defesa argumenta que a deputada omitiu deliberadamente o arquivamento e pede que a conduta seja apurada como possível crime eleitoral.
Na notícia-crime, Gaspar solicita a abertura de investigação, a remoção da publicação e a proibição de novas postagens que o associem a crimes sexuais até o fim do 2º turno, em 25 de outubro. Os pedidos ainda dependem de análise judicial.