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Ana Sanches solicita maior previsibilidade para a mineração no Brasil

Durante o Fórum Lide Mineração em São Paulo, a CEO da Anglo American, Ana Sanches, destacou a necessidade de segurança jurídica e institucional no...

A CEO da Anglo American no Brasil e presidente do Conselho do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Ana Sanches, enfatizou a urgência de uma maior previsibilidade para o setor de mineração durante o Fórum Lide Mineração, realizado em São Paulo na sexta-feira, 28 de agosto de 2026. Sanches apontou que a atual insegurança jurídica e institucional tem dificultado o planejamento de projetos de longo prazo na área.

"Fazer negócio aqui no Brasil é difícil. Ter previsibilidade, ter segurança, a famosa segurança jurídica, a famosa segurança institucional. Quantas e quantas novidades aparecem no meio do caminho?", declarou Sanches, ressaltando a complexidade do ambiente de negócios no país.

A executiva trouxe à tona a experiência vivida pela Anglo American com o projeto Minas-Rio, um empreendimento de minério de ferro que está em operação há 12 anos. Durante a implantação, que envolveu um investimento de US$ 8,2 bilhões, a construção foi interrompida por nove meses devido à descoberta de uma cavidade significativa sob um dos dutos que transportava o minério. Sanches mencionou que cerca de 20.000 profissionais estavam mobilizados na época da paralisação.

Sanches também destacou que a dificuldade em planejar investimentos é acentuada pelo longo horizonte dos projetos de mineração. "Na mineração, a gente não faz um business plan de 5 anos, a gente faz o life of mine. São 70, 80, 90 anos de planejamento. Como é que você planeja com premissas minimamente confiáveis num ambiente com tanta insegurança, tanta dúvida de quanto tempo vai acontecer?", questionou.

Antes de abordar a previsibilidade, a CEO mencionou outros dois pontos que, segundo ela, estão sob maior controle das empresas: a formação de pessoas e a licença social para operar. Ela defendeu a necessidade de atrair mais trabalhadores para o setor e prepará-los para as novas competências exigidas pela mineração.

"A gente tem que preparar as nossas pessoas, que têm que se sentir atraídas pro setor, e preparar pra esse novo mundo, com todos esses novos skills", afirmou.

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