O ativista Agripino Magalhães apresentou, nesta terça-feira (27/10), suas Alegações Finais no processo em que cobra indenização de Neymar e do advogado Davi de Costa Paiva Tangerino. Ele sustentou que o tribunal indeferiu anteriormente seus pedidos de produção de provas, o que, segundo afirmou, o prejudicou de forma injusta.
Diante disso, Magalhães requereu que o feito não seja julgado neste momento e que as provas por ele solicitadas sejam autorizadas, revertendo a decisão anterior. O ativista argumentou que a recusa ao pedido pode configurar cerceamento de defesa e infringir a legislação pacífica do Supremo Tribunal Federal.
Caso seu pleito seja indeferido, Magalhães pediu que a ação seja julgada procedente para condenar Neymar e Davi de Costa Paiva Tangerino. Ele também afirmou que a advogada que representa o atleta prejudicou o andamento do procedimento e faltou com a verdade perante o juízo, razão pela qual solicitou a instauração de um procedimento criminal contra ela.
A ação busca indenização por danos materiais de R$ 42 mil e danos morais de R$ 1 milhão. Neymar e Davi apresentaram suas Alegações Finais, respectivamente, nos dias 13 e 21 de outubro, e ambos pediram que a ação seja julgada improcedente, sustentando que o ativista não comprovou sua participação nas supostas ameaças recebidas, no roubo de seu celular ou nos prejuízos financeiros e morais alegados.
No processo, Magalhães acusa o advogado de Neymar por ameaças de morte e afirma que teria sido assaltado a mando deles. O inquérito inclui supostos diálogos homofóbicos do jogador com amigos, nos quais Neymar e os amigos estariam falando do modelo Tiago Ramos, ex-namorado de Nadine Gonçalves, mãe do jogador. Sobre o episódio, Magalhães conta que Neymar passou a vociferar contra Tiago sinalizando que os gays 'deveriam ser mortos e empalados vivos'.