A Campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, divulgou na noite de quinta-feira (8 de outubro de 2026) um vídeo no qual o escritor Augusto Cury, filiado ao Avante, declara apoio à sua candidatura no segundo turno das eleições. Durante a gravação, Cury justifica sua decisão afirmando que não pode apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido a discordâncias em relação ao projeto do governo, e anuncia um "voto de confiança" em Flávio.
Cury, que também criticou os altos juros, manifestou sua oposição à reeleição presidencial, considerando que esse mecanismo favorece a perpetuação do poder e compromete a renovação democrática. O apoio foi formalizado após uma conversa por vídeochamada entre os dois, na qual Flávio expressou gratidão e notou afinidades nas propostas de ambos, afirmando que as ideias apresentadas por Cury se alinham com as suas.
O escritor é o quarto candidato que não obteve sucesso no primeiro turno a oferecer apoio a Flávio Bolsonaro. Antes dele, já haviam se manifestado favoravelmente os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC), todos eles que também disputaram a Presidência no primeiro turno e agora se juntam à campanha do PL, com o segundo turno agendado para o dia 25 de outubro.
De acordo com a Campanha de Flávio, o senador firmou um termo de compromisso público com as propostas de Cury, que serão incorporadas ao plano de governo. Entre as medidas estão a eliminação da reeleição presidencial, a valorização dos professores, investimentos em saúde e telemedicina, proteção às mulheres, apoio ao cooperativismo e financiamento para micro e pequenas empresas. O documento ainda prevê ações para aumentar a produção agrícola e alimentar e promover a pacificação nacional.
Durante a transmissão, Flávio destacou que pretende facilitar o acesso de empreendedores de favelas à qualificação e ao financiamento, com a colaboração da Caixa Econômica Federal. Cury, que também foi candidato à Presidência pelo Avante no primeiro turno, enfatizou que não pediu cargos ou influência política em troca de seu apoio, ressaltando que sua adesão não deve ser interpretada como um compromisso irrestrito com o candidato. “Não é um cheque em branco, é um compromisso comigo e com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar”, afirmou.
Ao final do vídeo, Cury defendeu a necessidade de uma campanha livre de ataques pessoais e ressaltou a importância de superar as divisões políticas no país. “Vamos curar o Brasil do ódio”, concluiu.