Os Hábitos de Consumo de substâncias nos Estados Unidos passaram por mudanças significativas. De acordo com uma pesquisa anual sobre Hábitos de Consumo, 17% da população afirmou fumar maconha, enquanto apenas 11% relatam o uso de cigarros, o que representa o menor índice registrado até agora no país. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 24 de agosto de 2026.
Desde o início da série histórica, em 2013, o percentual de fumantes de maconha mais que dobrou, saltando de 7% para o atual 17%. Além do consumo por meio de fumo, 15% dos adultos nos Estados Unidos afirmam consumir produtos comestíveis à base de maconha. As medições anteriores para o consumo de comestíveis foram de 14% em 2022 e 12% em 2024.
A pesquisa revelou que entre os adultos com idades de 30 a 49 anos, 25% relatam fumar maconha. Entre os jovens de 18 a 29 anos, a taxa é de 23%. Já entre aqueles com idades entre 50 e 64 anos, o índice cai para 10%, e entre os maiores de 65 anos, apenas 5% afirmam consumir a substância. O padrão de consumo de produtos comestíveis segue uma tendência semelhante, embora as variações entre as faixas etárias sejam menos acentuadas.
O consumo de maconha, tanto fumada quanto em forma de comestíveis, é mais prevalente entre adultos com menor nível educacional, que são menos religiosos e que também consomem álcool. A pesquisa indica que os fumantes de maconha tendem a ter uma renda domiciliar inferior à dos não fumantes, enquanto essa diferença não é observada entre os consumidores de produtos comestíveis.
Em contrapartida, o consumo de cigarros continua em trajetória de queda. A primeira medição da Gallup, realizada em 1944, indicava que 41% dos adultos fumavam. Esse índice atingiu o pico de 45% em 1954 e, a partir de então, começou a declinar, ultrapassando a marca de 30% apenas em 1989 e mantendo-se abaixo de 20% desde 2015. Nos últimos cinco anos, o percentual de fumantes oscilou entre 11% e 12%.
Cigarros e cigarros eletrônicos são mais comuns entre indivíduos com menor renda, enquanto o uso de bolsas de nicotina apresenta um padrão oposto. As diferenças de gênero são notáveis nas bolsas de nicotina, com 7% dos homens utilizando esse produto, contra apenas 1% das mulheres.