O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,11 bilhões no terceiro trimestre de 2026, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026. O valor representa alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o lucro havia sido de R$ 6,20 bilhões, e avanço de 0,8% sobre o trimestre anterior.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) ficou em 16,1%, contra 14,7% no terceiro trimestre do ano passado. Segundo o banco, sem o efeito do aumento de capital realizado no período, o indicador seria de 15,6%.
A carteira de crédito expandida somou R$ 1,150 trilhão em setembro, com crescimento de 1,1% no trimestre e de 11,1% em 12 meses. Na Pessoa Jurídica, o saldo foi de R$ 664,7 bilhões, alta de 14,1% em 12 meses. O segmento de Grandes Empresas alcançou R$ 392,2 bilhões (+14,8%), enquanto as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) totalizaram R$ 272,5 bilhões (+13,0%). A carteira de Pessoa Física chegou a R$ 484,9 bilhões, avanço de 7,4% em 12 meses.
Ainda na Pessoa Física, o banco informou alta de 102,0% no consignado privado, de 26,8% no financiamento de veículos e de 18,5% na carteira de alta renda, todas em 12 meses. As operações de capital de giro com garantia do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e do FGO (Fundo Garantidor de Operações) cresceram 31,5% no mesmo intervalo.
A margem financeira total foi de R$ 21,4 bilhões, com aumento de 2,4% no trimestre e de 14,2% em 12 meses. Desse montante, R$ 20,5 bilhões vieram da margem com clientes (+1,5% no trimestre e +10,1% em 12 meses) e R$ 0,9 bilhão da margem com mercado. A receita de prestação de serviços totalizou R$ 10,9 bilhões, alta de 4,2% no trimestre e de 3,1% em 12 meses, com rendas de cartões de R$ 4,8 bilhões (+4,5% em 12 meses). O Grupo de Seguros, Previdência e Capitalização teve lucro líquido de R$ 2,9 bilhões (+14,1% em 12 meses) e ROAE de 22,0%, com receitas de prêmios e contribuições de R$ 30,0 bilhões. As despesas operacionais somaram R$ 13,1 bilhões, queda de 1,0% em 12 meses e de 0,7% no trimestre, enquanto a inflação média acumulada no período foi de 4,41%, de acordo com o balanço. O banco concluiu aumento de capital de R$ 10,0 bilhões, com aporte de R$ 5,4 bilhões dos controladores e de R$ 4,6 bilhões dos acionistas minoritários.