O Brasil obteve um fluxo cambial positivo de US$ 3,214 bilhões entre 1º e 9 de outubro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. No mesmo período do ano anterior, o saldo havia sido negativo, totalizando US$ 1,038 bilhão.
O desempenho favorável deste ano foi impulsionado, principalmente, pelo canal financeiro, que registrou uma entrada líquida de US$ 4,087 bilhões. Em contrapartida, o canal comercial apresentou um resultado negativo, com saídas superando entradas em US$ 872 milhões, reflexo das operações de comércio exterior relacionadas a exportações e importações de bens.
No canal financeiro, as compras de dólares atingiram US$ 30,186 bilhões, enquanto as vendas somaram US$ 26,099 bilhões. No canal comercial, as exportações contratadas totalizaram US$ 6,837 bilhões, em comparação com US$ 7,710 bilhões em importações registradas no mesmo período.
No acumulado de janeiro a 9 de outubro, o fluxo cambial brasileiro manteve-se positivo em US$ 13,916 bilhões. Em 2025, o saldo para o mesmo intervalo foi negativo em cerca de US$ 18,380 bilhões, resultando em uma diferença de aproximadamente US$ 32,296 bilhões entre os dois anos.
Entre janeiro e setembro de 2026, o saldo acumulado do fluxo cambial foi de US$ 10,701 bilhões. O canal comercial, por sua vez, apresentou superávit de US$ 45,770 bilhões, enquanto o canal financeiro registrou saldo negativo de US$ 35,068 bilhões.
O fluxo cambial é uma medida que avalia a movimentação de dólares no Brasil, englobando entradas e saídas de recursos. O canal comercial envolve operações de câmbio ligadas a bens, enquanto o canal financeiro abrange transações relacionadas a serviços, rendas, transferências de capital e movimentações de ativos e passivos financeiros entre o Brasil e o exterior.