Em Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid, candidato ao Senado pelo PL, tem se destacado em sua campanha ao colar adesivos com as frases "Fora Lula" e "Fora Moraes" em sua van. Este veículo tem acompanhado o candidato em suas agendas por diversas regiões do estado, refletindo sua estratégia de crítica direta ao governo atual e ao Supremo Tribunal Federal.
Bruno, que é aliado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro, também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em suas falas, ele enfatiza a necessidade de representação da direita no Senado, afirmando que é "inadmissível" a continuidade de um governo que, segundo ele, tem "destruído nosso país" e desvalorizado o agronegócio, considerado por ele como fundamental para o Brasil.
O candidato, que é pecuarista, está se lançando à política pela primeira vez e não possui experiência em cargos eletivos. Nascido em Paragominas (PA), Bruno teve uma infância marcada por tragédias, incluindo a morte de seu pai em um conflito por terras. Posteriormente, ele se mudou para a Zona Sul de Porto Velho, onde reside atualmente.
Durante a campanha presidencial de 2018, Bruno passou por uma situação traumática quando foi feito refém por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres em uma fazenda da família, localizada em Alvorada do Oeste. O episódio, que resultou em agressões e ameaças, mobilizou a atenção de Jair Bolsonaro, que, após a eleição, convidou Bruno para relatar sua experiência pessoalmente, estreitando os laços entre eles.
Atualmente, Bruno Bolsonaro Scheid aguarda uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de utilizar o sobrenome "Bolsonaro" em sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral questiona essa identificação, alegando que ela pode gerar confusão entre os eleitores, uma vez que não existe vínculo familiar direto com o ex-presidente. A defesa de Bruno argumenta que o nome já era utilizado como um cognome político antes de sua candidatura e apresentou evidências, incluindo uma pesquisa realizada em abril de 2025 que já o identificava como "Bruno Bolsonaro Scheid". Para reforçar sua posição, ele conta com o testemunho de Michelle Bolsonaro, que deve esclarecer a relação entre eles. Até o momento, a Justiça Eleitoral não tomou uma decisão final sobre o caso.