Ação do Governo Federal sem o devido planejamento vai colapsar economia de municípios do Sertão de Pernambuco
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), interditou a ponte sobre o Rio Brígida em Orocó nesta segunda-feira (24). A ação se faz necessário para os devidos cuidados com a segurança de quem trafega por este trecho da BR-428, o problema é que não houve um planejamento no sentido de providenciar um desvio onde os trabalhos acontecerão mantendo a rota de transportes de frutas, verduras e outras necessidades.
O comercio de Cabrobó e Orocó vão ter prejuízos incalculáveis por conta da interdição da ponte, pois motoristas terão que utilizar rotas alternativas muito mais longas, aumentando o tempo de viagem, o consumo de combustível e os custos de transporte, e com isso encarecer o frete.
Entre os municípios que podem sentir diretamente os efeitos da interdição estão Orocó e Cabrobó. O comércio local depende de uma circulação constante de pessoas e mercadorias, com a necessidade de percorrer grandes distâncias para chegar a essas cidades, existe o risco de redução no fluxo de consumidores e aumento dos custos para comerciantes e fornecedores.
Para produtores rurais e transportadores, o impacto também pode ser significativo. Produtos perecíveis, como frutas e verduras, precisam de agilidade no transporte e qualquer aumento expressivo no percurso pode representar prejuízos.
Não se questiona a necessidade de preservar a vida e garantir a segurança de quem utiliza a BR-428. Se a estrutura apresenta riscos, a interdição é uma medida necessária. O que se questiona é por que uma solução provisória não foi preparada antes da interdição, principalmente diante da informação de que o DNIT já vinha realizando estudos sobre as condições da ponte.
A população precisa de segurança, mas também precisa de planejamento e respeito à realidade econômica da região. O ideal seria que, paralelamente às intervenções na ponte, fosse disponibilizado um desvio mais curto e adequado, permitindo a continuidade do transporte de mercadorias e reduzindo os impactos sobre a economia dos municípios.
Enquanto isso, comerciantes, produtores, transportadores e a população de Orocó, Cabrobó e cidades vizinhas aguardam uma resposta do Governo Federal e do DNIT sobre quando será construída uma alternativa viária e qual será o prazo para solucionar definitivamente o problema da ponte.
Por Didi Galvão