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Campanha de Flávio propõe transição de dois anos no Bolsa Família

Daniella Marques apresentou proposta de transição de 24 meses no Bolsa Família, com retorno automático ao benefício para quem tentar sair e não conseguir...

A coordenadora econômica da Campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, anunciou nesta segunda-feira (19.out.2026) a proposta de criar uma regra de transição de dois anos no Bolsa Família. O objetivo é estimular beneficiários a abrir negócios próprios ou ingressar no mercado formal de trabalho. A medida prevê retorno automático ao benefício para quem tentar sair do programa e não conseguir emprego ou renda nesse período de 24 meses.

Em entrevista à rádio CBN Bahia, Marques afirmou que “as pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família” e que o programa representa “o início de uma jornada”. Segundo ela, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste seriam os braços de apoio financeiro para a transição, com oferta de crédito ao pequeno empreendedor. A coordenadora também indicou que Flávio pretende criar o “Ministério da Prosperidade”, voltado à concessão de crédito e capacitação para quem deixar o programa.

O plano de governo de 76 páginas apresentado por Flávio durante a campanha ao Planalto não menciona a proposta, o Bolsa Família nem o “Ministério da Prosperidade”. Em publicação no Instagram, Flávio declarou que os beneficiários continuarão recebendo o Bolsa Família por até dois anos depois de conseguir emprego de carteira assinada ou abrir a própria empresa. “Você continua recebendo o seu Bolsa Família por até 2 anos”, disse.

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. O programa já conta com regra de proteção vigente: famílias cuja renda ultrapasse o teto de elegibilidade podem continuar recebendo 50% do valor original por até 18 meses, conforme a legislação. A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reajustou o piso do programa em setembro de 2026, com alta de cerca de 15%. O valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, sem correção desde 2023, e o novo valor começou a ser pago nesta segunda-feira.

Marques rebateu o que classificou como desinformação do PT sobre eventuais cortes sociais e afirmou que não irá cortar programas sociais. Ela também anunciou um plano emergencial para reestruturar dívidas de famílias e empresas, com carência de 6 meses para famílias e de 12 meses para micro e pequenas empresas. Segundo ela, o ajuste fiscal da campanha focaria redução de impostos e burocracia, com controle das contas públicas para permitir queda dos juros reais.

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