O ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma "afirmação cívica contra as tentações autocráticas". Lula foi eleito no domingo (25.out.2026) para seu 4º mandato à frente da Presidência da República.
Segundo Celso de Mello, a derrota nas urnas do que chamou de "aspirações autoritárias" não elimina a necessidade de "vigilância democrática". Ele declarou que a defesa da liberdade é cotidiana e depende da integridade das instituições, da independência da imprensa, da educação para a cidadania e da recusa à mentira e à violência.
"O espírito democrático revela sua força quando a cidadania recusa o medo como instrumento de submissão, repele a intolerância como método de ação política e proclama que o poder somente se legitima pelo respeito à liberdade, à dignidade humana e ao pluralismo", disse o ex-ministro do STF.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também se manifestou em nota, destacando a importância da reeleição de Lula e do respeito ao resultado eleitoral. "É um momento importante de sua trajetória política, que traz também a responsabilidade de conduzir o Brasil diante dos desafios dos próximos anos. A OAB deseja sucesso ao presidente e seguirá à disposição para o diálogo e para a construção de iniciativas que contribuam para o fortalecimento da Justiça e das instituições", afirmou Beto Simonetti. Ele acrescentou que "a decisão das urnas deve ser respeitada por todos, independentemente das diferenças políticas. É esse respeito à vontade popular que sustenta a democracia".
O IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros) divulgou comunicado parabenizando Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). "O IAB cumpriu o seu papel, criando o Observatório da Democracia, cobrando respeito às urnas, transparência e as responsabilidades que decorrem do nosso compromisso com o Estado de Direito. […] O grande vitorioso nesta eleição foi o povo brasileiro, que saberá virar a página para se manter no caminho do progresso social", diz a nota.