Centrais sindicais do Brasil manifestaram sua indignação em relação à suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos, determinada às vésperas do primeiro turno das eleições. Em uma nota conjunta divulgada na sexta-feira (2.out.2026), as entidades classificaram a ação como "desnecessária, excessiva e contribui para alimentar um ambiente de medo e insegurança".
As organizações deixaram claro seu compromisso com a defesa da democracia e da soberania nacional, afirmando: "Não interfiram em nossas eleições". De acordo com a nota, a decisão dos EUA é vista como uma manobra política que visa interferir no processo eleitoral brasileiro.
As centrais ressaltaram que o Brasil não aceita ingerências externas e reafirmaram sua condição de nação independente e soberana. "Nosso processo eleitoral é referência mundial de modernidade, eficiência e exercício da democracia. Não aceitamos tutela, intimidação ou ingerência estrangeira sobre nossas instituições e decisões democráticas", expuseram.
Além de repudiar tentativas de desestabilização, as entidades sindicais enfatizaram a importância da escolha soberana do povo brasileiro, reafirmando seu compromisso com a integridade do processo eleitoral.
A nota foi assinada por dirigentes de várias centrais, incluindo Sergio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, presidente da Força Sindical; e Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
A suspensão dos serviços consulares dos EUA foi acompanhada por um alerta de segurança emitido pela Embaixada e Consulados, que orientaram cidadãos norte-americanos no Brasil a buscar assistência emergencial diretamente com o oficial de plantão designado, caso necessário. A Embaixada da Austrália também anunciou a suspensão de seus serviços consulares na mesma data, citando preocupações com a segurança.