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Consumo de gás natural no Brasil cresce 15% no primeiro semestre de 2026

Volume médio diário chegou a 57,5 milhões de m³/dia, impulsionado pela geração elétrica, que avançou 49% na comparação anual....

O consumo de gás natural no Brasil alcançou média diária de 57,5 milhões de m³/dia no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 15,4% em relação aos 49,9 milhões de m³/dia registrados no mesmo período de 2025. O volume já supera a média de todo o ano passado, que foi de 54,4 milhões de m³/dia, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), divulgado nesta terça-feira (3.nov.2026).

A geração de energia elétrica foi o segmento que mais impulsionou a alta, com aumento de 49% no consumo, passando de 11,4 milhões de m³/dia no primeiro semestre de 2025 para 17 milhões de m³/dia no período de janeiro a junho de 2026. O SETOR industrial, principal consumidor do país, registrou a segunda maior alta, de 4,5%, subindo de 29,5 milhões para 30,8 milhões de m³/dia e respondendo por 53,5% do total consumido no semestre. Também houve avanço nos segmentos residencial (+2,30%) e no uso de gás como matéria-prima (+8%).

Segundo o diretor executivo da Abegás, Marcelo Mendonça, o crescimento da demanda no SETOR elétrico indica que o insumo se tornou relevante para a segurança energética do país. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036 estima que o sistema elétrico brasileiro adicionará mais 11.124 MW de novas térmicas a gás até 2028. A associação defende que o combustível seja incluído entre as fontes permitidas para projetos habilitados ao Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), política de isenção fiscal recém-sancionada pelo governo. O texto original estabelecia que só data CENTERS abastecidos por energia 100% renovável receberiam os incentivos, mas uma alteração no Senado incluiu fontes consideradas de baixa emissão, abrindo espaço para o gás natural. A decisão deve ser tomada em portaria interministerial nas próximas semanas.

No SETOR AUTOMOTIVO, o consumo caiu de 4,1 milhões para 3,8 milhões de m³/dia, queda de 7,4% na comparação anual. Mendonça defende que o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implemente políticas públicas que incentivem o potencial de demanda das frotas pesadas movidas a gás.

O levantamento também apontou alta no mercado LIVRE de gás, que em junho registrou consumo de 34,6 milhões de m³/dia, frente aos 25,3 milhões de m³/dia do mesmo mês de 2025. Na comparação mensal, o volume movimentado no mercado LIVRE do segmento industrial cresceu 49%. O modelo permite que grandes consumidores comprem o produto e o transporte diretamente de produtores, tradings ou importadores, negociando preço, quantidade, prazo e condições contratuais.

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