A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), definiu que o Corinthians tem até 3 de dezembro de 2026 para regularizar cerca de R$ 20 milhões em parcelas atrasadas e multas de um acordo com credores. A decisão foi tomada na terça-feira (3.nov.2026). Caso não comprove o pagamento, o clube poderá continuar impedido de registrar novos jogadores até 16 de julho de 2027.
A cobrança reúne aproximadamente R$ 16 milhões em prestações não quitadas, acrescidos de multa de 25%, o que equivale a cerca de R$ 4 milhões. O valor total se aproxima de R$ 20 milhões. A proibição de registrar atletas, conhecida como transfer ban, começou em 17 de julho de 2026 e estava prevista para terminar em 17 de janeiro de 2027. Se a nova determinação for descumprida, o prazo pode ser estendido até 16 de julho de 2027, ampliando a sanção para 1 ano no total e acrescentando cerca de 6 meses ao período atual.
A decisão da CNRD atendeu parcialmente a um pedido do Cuiabá, principal credor do Corinthians no plano coletivo. O clube mato-grossense solicitou o encerramento do acordo e uma proibição de registrar jogadores por 2 anos. Em setembro, o Cuiabá já havia pedido novas sanções, incluindo multa e bloqueio de receitas. Em nota oficial de 22 de setembro, o clube afirmou que a dívida pela venda do volante Raniele foi incluída em um plano de 24 parcelas trimestrais, com pagamentos até 2031, e que a prestação vencida em 17 de julho permanecia em aberto.
O Corinthians também enfrenta 2 impedimentos determinados pela Fifa, relacionados às contratações dos meio-campistas Charles e José Martínez. Como os processos são distintos, regularizar o acordo na CNRD não resolve, por si só, as outras restrições. A nova decisão autorizou ainda uma investigação sobre os atrasos pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), responsável por fiscalizar as regras de sustentabilidade financeira dos clubes.
O acordo do Corinthians foi homologado em abril de 2025 e reuniu aproximadamente R$ 76 milhões em dívidas com clubes, jogadores e empresários, com pagamentos trimestrais ao longo de 6 anos. Em manifestação divulgada em 20 de outubro, o clube afirmou estar ciente das pendências e trabalhar para regularizar a situação.