A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS iniciou a tomada de depoimentos de testemunhas nesta quinta-feira (18), com foco em desvendar possíveis esquemas de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social. Entre os convocados, destaca-se o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, cuja ligação com Maurício Camisotti, apontado como um dos beneficiários finais das fraudes, tem chamado a atenção dos parlamentares.
Além de Wilians, outros nomes foram relacionados para prestar esclarecimentos à CPMI, incluindo os empresários Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Junior, bem como Tânia Carvalho dos Santos, esposa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Nelson Wilians obteve do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva, amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques. O advogado já foi alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal, em operação que investiga as fraudes no INSS. Sua convocação decorre de transações bancárias consideradas suspeitas com Maurício Camisotti.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, manifestou satisfação com o cumprimento da obrigatoriedade de comparecimento das testemunhas, mencionando decisões recentes do STF que reforçam os poderes da Comissão. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, ressaltou a colaboração do ministro André Mendonça e a importância do acesso aos investigados para o avanço das investigações.
Apesar da permissão para que Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti não compareçam à CPMI, a comissão busca reverter a decisão, solicitando reconsideração e agravo interno para que ambos sejam ouvidos. Existe a possibilidade de que os depoimentos ocorram na sede da Polícia Federal, mediante autorização do STF. A CPMI segue investigando as denúncias de irregularidades no INSS, buscando aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento dos supostos esquemas e identificar os responsáveis pelas fraudes.